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História

Fundação e Estrutura

Em 1945 foi fundada a primeira Associação Profissional dos Trabalhadores pelo fundador e presidente Sr. Ângelo Cicotti, com sede alugada na Rua José Paulino nº. 1.111 – 4º andar, sala 46-47 – Centro – Campinas/SP, depois de três anos essa Associação deu origem ao Sindicato, a carta sindical foi concedida pelo Ministério do Trabalho no dia 19 de fevereiro de 1948, o sindicato ficou conhecido como sindicato mãe, pois depois de sua fundação outros sindicatos começaram a surgir em Campinas.

A primeira sede própria foi adquirida em 1954 na Rua Barão de Jaguará nº704 Centro – Campinas/SP, pelo presidente José Vargas Fernandes, que hoje é utilizada como salão de festa, reuniões e assembleias, depois em 1973 o segundo imóvel foi adquirido, onde atualmente é a Sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção, Mobiliário, Cerâmica, Montagem Industriais, Mármores Granitos e Artefatos de Cimento, Cal e Gesso de Campinas e Região, com CNPJ: 46.058.160/0001-92, situada a Rua Barão de Jaguara nº636 – Centro – Campinas/SP-Cep: 13015-001, sua base territorial compreende os municípios de Campinas, Valinhos, Sumaré, Cosmópolis, Jaguariúna, Paulínia, Americana, Amparo, Nova Odessa, Sta. Bárbara D’Oeste, Hortolândia. Depois, com o passar do tempo, foram adquiridos outros imóveis nas cidades de Americana, Cosmópolis que atualmente funcionam como Sub-Sedes do Sindicato.

 

História

 

No inicio do século, a categoria não tinha sindicato, a exploração contra os trabalhadores era fácil, pois sem organização os operários ficavam nas mãos dos patrões. Com a fundação do Sindicato, algumas mudanças aconteceram, os trabalhadores começaram a se organizar e não permitiram que os patrões os explorassem mais.

 O Sindicato é uma entidade sem fins lucrativos, que organiza os trabalhadores na luta por seus direitos, contra a exploração imposta pelos patrões, são realizadas campanhas salariais, manifestações e conforme a necessidade greves, tudo com o objetivo de melhorar a qualidade de vida no trabalho.

A cidade de Campinas, na época em que o Sindicato foi fundado, tinha poucas casas, poucos prédios. O Sindicato foi fundamental para o crescimento da cidade uma vez que ele possibilitou maior eficiência no setor.

Em 1957, foi realizada a primeira eleição para presidente do Sindicato e os trabalhadores, tiraram o Sr. José Vargas Fernandes que era o atual presidente e elegeram o Sr. Pedro Simionato para presidência, ele ocupou o cargo até o golpe militar em 1964. Nesse período os trabalhadores tiveram dificuldades, pois o golpe militar dificultava qualquer ação reivindicatória, mas também tiveram conquistas importantes que foi garantia da carteira assinada, o décimo terceiro e a lei orgânica da previdência social e derrubou o decreto nº9070 que restringia o direito a greve.

Após o golpe militar o governo fez de tudo para acabar com a oposição: lideres sindicais e populares eram perseguidos e presos, enfrentavam a tortura e até a morte, a maioria dos sindicatos sofreram a intervenção, visando acabar com a luta e a resistência dos trabalhadores, foi o que aconteceu com o Sindicato da Construção Civil, cinco dias depois do golpe militar a sede foi invadida e policiais foram colocados na porta de entrada, no lugar da diretoria assumiu o interventor nomeado pelos militares, que além de empregar toda a família e gastar o dinheiro do sindicato em mordomias, também cumpria o papel de testa de ferro da ditadura e dos patrões. Vários trabalhadores eram impedidos de entrar no Sindicato e os que entravam eram interrogados pelo interventor, além da miséria, a categoria passou a conviver com o medo e a insegurança, uma parte triste da história que marcou muitos trabalhadores.

Entre os anos de 1965 á 1985 a ditadura amansou o sindicato, a intervenção durou pouco, mais de um ano, e muitos trabalhadores se afastaram do sindicato, o assistencialismo substituiu a luta, havia medo da repressão e da perseguição, o governo militar e os patrões ficaram satisfeitos, pois era o que eles queriam um sindicato “manso”, e fácil de controlar. No final de 1965, nas eleições convocadas pelo interventor, o Sr. Antonio Galvão Mastropschoa ganhou com chapa única, pois os trabalhadores ficaram com medo de montar outra chapa para concorrer, sendo assim ele ganhou e ficou à frente do Sindicato até 1985. Nesse período não ocorreram greves, pois as lutas dos trabalhadores estavam sufocadas pelas botas dos militares. O Sindicato começou a realizar homenagens às autoridades da ditadura militar, utilizando o dinheiro do imposto sindical pago pelos trabalhadores, que era bastante controlado pelo governo. O governo para se livrar de suas responsabilidades, obrigava o Sindicato a fornecer assistência médica e dentária aos associados, como se fosse o INPS, e com isso o Sindicato foi deixando de lutar pelos direitos dos trabalhadores. Foi então que os trabalhadores começaram a lutar sozinhos, enfrentaram o arrocho salarial , os baixos salários e as más condições de trabalho sem poder contar com ninguém, foi um período difícil, mas os trabalhadores reagiram e fizeram oposição contra o Sindicato, no final de 1985 ocorreu à primeira greve depois de vários anos de imobilismo da categoria, essa greve ajudou e influenciou muito no movimento de oposição sindical.

Depois do movimento de oposição ocorreram muitas conquistas, a primeira delas foi à mobilização da categoria, os trabalhadores começaram novamente a lutar com esperança, realizando assembléias, campanhas salariais e manifestações e também atividades de lazer, os diretores estavam mais presentes nas obras e nas fábricas distribuindo boletins informativos. A oposição estava sempre presente, foi então que eles decidiram fazer uma campanha de sindicalização e também concorrer nas eleições do Sindicato em 1986, e com muita luta a chapa de oposição finalmente conseguiu ganhar as eleições e conquistar o Sindicato, foi o começo de uma vida nova. Além de lutar por melhores salários, melhores condições de trabalho, eles começaram a construir no Sindicato a democracia (respeito á vontade da categoria).

Em 1987 o Sindicato se filiou a Central Única dos Trabalhadores (CUT), e em 1988 com a ajuda dela garantiu na constituição a jornada de trabalho de 44 horas semanais, a licença maternidade de 120 dias e também a licença paternidade, dentre outras conquistas, como nem tudo é perfeito no ano de 1989 o presidente e o tesoureiro do sindicato começaram agir igualzinho a antiga diretória que a categoria expulsou nas eleições de 1986, eles começaram juntos a fugir de suas responsabilidades, deixando novamente os trabalhadores de lado, eles resolveram montar um chapa para concorrer às eleições de 1989 com a diretoria atual (oposição), mas foram rejeitados pela categoria, desesperados eles tentaram anular as eleições na Justiça, roubaram os carros, talões de cheque e documentos do Sindicato. No inicio de 1990 a diretoria eleita começou o ano recuperando os bens do Sindicato, nesse mesmo ano veio Plano Collor com arrocho salarial, recessão e o desemprego, aconteceram 12 mil demissões, os patrões se recusavam a negociar a data-base, foi um período difícil que também afetou diretamente o quadro de funcionários do Sindicato que era composto por 60 funcionários e foram reduzidos em sessenta por cento, os funcionários que ficaram estavam desmotivados e com medo.

Logo no começo de 1991, a categoria sofreu mais um golpe, um ex-diretor fundou uma Associação dos Trabalhadores do Mobiliário tentando dividir a categoria, formando um “Sindicato Fantasma”, e mais uma vez os trabalhadores não aceitaram essa divisão e se posicionaram a favor do sindicato atual.

Em 1992 uma grande conquista aconteceu, o Projeto de Alfabetização de Adultos, que deu a oportunidade para vários trabalhadores aprenderem a ler e a escrever, e construir uma nova vida. Nesse mesmo ano aconteceu, às eleições do sindicato, e a chapa que havia ganhado em 1989 foi reeleita pelos trabalhadores, essa chapa foi nomeada como “chapa 1” , e desta vez a diretoria optou em ser colegiada aboliram o presidencialismo, pois eles acreditam que a melhor maneira de organizar o sindicato é praticar “democracia” junto com a categoria, com essa atitude e essa visão a Chapa 1 continua até hoje e nas eleições de 2018 eles se reelegeram para o mandato até 2022.

A diretoria atualmente é formada por cinco diretores liberados que estão presentes todos os dias no sindicato e quatorze diretores não liberados que trabalham nas suas respectivas empresas, eles participam somente em reuniões e assembleias, o trabalho deles é externo, verificando diretamente a necessidade dos trabalhadores da categoria, e trazendo os problemas para os diretores interno resolverem.

             A história do Sindicato da Construção Civil é marcada por muitas lutas e conquistas, e é dessa forma que ele conquistou os trabalhadores, Contribuindo também com a diminuição da exploração imposta pelos patrões.